Das redundâncias necessárias:
Limítrofe do limite.
Capítulo 074
Esquecimento é de Passado
O que se esquece é o que fica no Passado
Passado do que aconteceu antes do Presente
E que não volta para acontecer.
Pois do Passado não se tira nada
Já que lembranças são constantes, ressonantes.
E as são apenas por aquilo ter Passado.
Passou no Passado. Passado antes do Presente.
E o Presente trouxe a lembrança do sonho do Passado
E a visão do sonho pro Futuro.
Mesmo que, por vezes, o Passado tenha sentido…
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#dropis. Dos Sinais:
Quando um outro alguém faz você questionar o que, até então, era uma sentença sacramentada
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Onde do Vazio emerge o Novo-Cheio
“O resto demorou vários meses e foi muito rápido.
O resto é, literalmente, restos. O que subsistiu quando tudo o resto não resistiu. O resto é o que fica, e o que fica é tudo o que há:
* Muita coisa se perdeu, mas alguma coisa ficou.
* O que ficou é tudo o que passou a existir.
* Coisas novas se geraram, a partir do resto que restou.
* Nada do que se perdeu alguma vez se recuperou.
* No vazio deixado pelo que se perdeu emergiram coisas novas.
* As coisas que restaram, junto com as coisas novas que emergiram, são então tudo que há.
* Nesse espaço vazio poderão então emergir coisas novas.”
Retirado do livro ‘Diálogos para o fim do mundo’, de Joana Bértholo.
Página 173 – Editoral Caminho, 2010.
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Agraciado. Agradecido.
Tenho a sorte grande de ter sido agraciado.
Agraciado com pais que me deram mais do que oportunidades, me deram um mundo para explorar e conhecer. Com amigos que me acompanham nos momentos, sejam importantes ou irrelevantes. Com pessoas que, sem menos esperar, cruzam qualquer que seja o caminho que eu decidir trilhar e dão-me ainda mais vontade de seguir em frente. Com uma sorte incontestável. E com inúmeras outras graças, graças a Deus.
Sou muito agradecido por ser tão agraciado com pessoas e sonhos tão… tão… tão.
Hoje é o último dia de mais um sonho realizado, de mais um objectivo alcançado, de mais um bocado do mundo conhecido e vivido. Foram nove meses de novas pessoas, novos horizontes e novas experiências que, com certeza, me tornaram um pouquinho mais homem e muito, mas muito mais realizado.
Volto com pesares e ansiedades. É uma mescla de diversos lamentos e expectativas.
Lamento por mais um sonho que se vai, e ansioso por mais alguns que chegam. Lamento por pessoas que ficam, ansioso por reencontrar as que me esperam. Lamento pois vou, ansioso porque volto.
Não vou nomear pessoas, lugares ou momentos. Todo esse sonho, toda essa vida vai ficar marcada para sempre em mim: nas lembranças, nos pensamentos, na pele e no coração. Obrigado a todos que participaram disso: na preparação para vir, na convivência européia, nas viagens avulsas e na dura e doce dor da volta.
E um obrigado especial a gaúcha mais chata do mundo que me acolheu, me cuidou, me sorriu e me fez ter uma nova irmã para a vida: Cissa, “Calma amor” – “Bagdá chorando e você na calçada” – “Astronauta?”.
E como uma outra grande amiga ‘tuga’ disse:
Sem adeus. Isso é um até já.
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#dropis
Pesadelo é o exorcismo dos guardados e temerosos pensamentos, que se exteriorizam numa realidade oculta e pessoal para, enfim, serem eliminados.
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#dropis
“Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperança, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte. Se perceber que precisa seguir, siga.”
Fernando Pessoa
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Capítulo 073
Não éramos nós de facto / nem o hábito / Que culminou em tal acto
Tão pouco a precisão / ou a pressão / Transformada em emoção
Do choque pouco se viu / mas algo se abriu: / A verdade ruiu
E graças a Deus / Que antes do Adeus / Chocámos tu e eu.
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Pessoa, Fernando
Viajar! Perder países! 
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!
Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.
Fernando Pessoa, 1933
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