Quando o tempo passa

Aquela vontade que tinha de resolver o mundo torna-se preocupação de saber que, mesmo com um exército junto, não há santo que sane tal situação.

As paixões, vividas com intensidade e voracidade (todo namorico era motivo de querer casar) deu lugar as vontades pontuais de gozo e posse, onde qualquer sentimento mais forte vira motivo para se afastar. (“Não é você, sou eu…”)

As conquistas se tornaram maiores – carro, casa, viagens -, assim como os medos. O bicho papão é mais real hoje do que antes, quando ria de medo – não sofria.  
A ansiedade vira gastrite;

A vontade vem planejada – pra não desgastar.
O sonho tem limite;

Pouca coisa pra aprender, tanta coisa pra entregar.

O frio na barriga vira chatice;

O sono, cada vez mais, demora a chegar. 

Qualquer desafio vira perigo de falhar;

Tudo vira motivo para embriagar.

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